Países devem fazer mais para enfrentar a covid para suspender restrições de viagens, pois a economia precisa se abrir e as pessoas precisam trabalhar, diz diretor da OMS

Países devem fazer mais para enfrentar a covid para suspender restrições de viagens, pois a economia precisa se abrir e as pessoas precisam trabalhar, diz diretor da OMS
Foto: reprodução

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta segunda-feira que os países precisam fazer mais para enfrentar a covid-19 e, desta forma, suspender as restrições de viagens em vigor desde o início da pandemia. Para a entidade, a pandemia é, de longe, a maior emergência global da história.

Novos surtos de infecções em alguns países, como a Espanha, levaram governos da região a dificultar as viagens. O Reino Unido, por exemplo, determinou que viajantes vindos do território espanhol cumpram uma quarentena de duas semanas ao desembarcar e agora analisa alta de casos na Alemanha e na França.

O diretor do Programa de Emergências da OMS, Mike Ryan, disse ser difícil que os países mantenham as proibições de viagens por um longo período.

“Será quase impossível que os países individualmente mantenham suas fronteiras fechadas no futuro próximo. As economias precisam se abrir, as pessoas precisam trabalhar, o comércio precisa ser retomado”, disse ele. “O que está claro é que a pressão sobre o vírus diminui os números. Libere essa pressão, e os casos voltam a subir”.

Para Ryan, a situação da Espanha é muito mais tranquila que a enfrentada pelo país no pico da pandemia. Por isso, ele disse esperar que o governo de Pedro Sánchez seja capaz de controlar os surtos registrados em várias regiões do país, entre elas Madri e Catalunha.

Já o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que só com adesão maciça da população às medidas de saúde, como uso de máscaras e proibição de aglomerações, será possível administrar a pandemia.

“Onde essas medidas foram seguidas, os casos caíram. Onde não foram, os casos subiram”, afirmou Tedros, elogiando as respostas de Canadá, China, Alemanha e Coreia do Sul para controlar o vírus.

Valor Econômico