Quase metade dos analfabetos no Rio Grande do Norte têm 60 anos ou mais

O estado tem 372 mil pessoas analfabetas. Desse total, 184 mil têm idade de 60 anos ou mais. Entre 2016 e 2019, o percentual de analfabetos no Rio Grande do Norte diminuiu 5,6 pontos percentuais entre as pessoas acima de 60 anos

Quase metade dos analfabetos no Rio Grande do Norte têm 60 anos ou mais
Crédito da foto: Antonio Cruz/Agência Brasil/Crédito da foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Rio Grande do Norte tem 372 mil pessoas analfabetas. Desse total, 184 mil têm idade de 60 anos ou mais, o que representa quase metade dos analfabetos do estado. A concentração de analfabetos na faixa mais idosa da população é uma característica nacional. Dos 11 milhões de brasileiros que não sabem ler nem escrever, 6 milhões têm pelo menos 60 anos de idade.

Entre 2016 e 2019, o percentual de analfabetos no Rio Grande do Norte diminuiu 5,6 pontos percentuais entre as pessoas acima de 60 anos, chegando a 33% do total da população nessa faixa. Mas nem sempre essa redução é resultado de uma política pública. “Os analfabetos continuam concentrados entre os mais velhos e mudanças na taxa de analfabetismo para esse grupo se dão, em grande parte, devido às questões demográficas como, por exemplo, o envelhecimento da população alfabetizada”, conforme publicação informativa da PNAD Contínua Educação 2019.

No recorte por cor ou raça, o analfabetismo do RN diminuiu entre pessoas brancas com mais de 60 anos de idade. Em 2016, a taxa era de 33,5% e passou para 23,7% em 2019. A taxa entre pessoas pretas e pardas manteve-se estável em 39% nesse período.

Educação infantil: RN tem terceira maior taxa de escolarização do Brasil

A taxa de escolarização é o percentual de estudantes de determinada faixa etária no total de pessoas dessa mesma faixa etária. O Rio Grande do Norte tem a terceira maior taxa de escolarização das crianças de 0 a 5 anos entre as unidades da federação: 59,4% das crianças nessa faixa etária frequentavam escola ou creche em 2019. O Estado é o único do Nordeste a apresentar taxa acima da média nacional, que é de 55,6%. Essa taxa de 59,4% também significa que a proporção de crianças potiguares de 0 a 5 anos que frequentam escola é menor apenas que as dos estados de São Paulo (65,1%) e Santa Catarina (67,1%).

Anos de estudo da população adulta: RN abaixo da média nacional

A taxa de escolaridade da população adulta representa um parâmetro internacional para avaliar o acesso à educação em determinado território. “Idealmente as pessoas de 25 anos ou mais de idade deveriam ter atingido, no mínimo, o nível de escolaridade correspondente ao ensino médio completo, ou seja, média de 11 anos de estudo”, (IBGE, 2015). No Rio Grande do Norte, o número médio de anos de estudo da população dessa faixa etária é 8,5 anos; no Brasil, 9,4 anos. Nesse sentido, o estado norte-rio-grandense encontra-se abaixo da média nacional, que também é inferior ao ideal de 11 anos, que se verificou apenas no Distrito Federal, com média de anos 11,5 anos.

Quando consideramos a população com ensino médio completo ou equivalente, o Rio Grande do Norte, de forma semelhante, tem média inferior à nacional. No RN, 26,9% da população de 25 anos ou mais completaram esse nível de instrução; no Brasil, 31,4%. O índice potiguar está entre os mais baixos do país, à frente apenas de Paraíba (24%), Alagoas (23,2%) e Piauí (22,9%). No município de Natal, o índice é mais elevado, 32,5%, mesmo assim, representa um dos menores entre as capitais. Somente Campo Grande (32,4%), Rio Branco (31,6%) e Maceió (30,6%) apresentaram níveis abaixo da capital potiguar.

 

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