Regime de Maduro inicia exercícios militares na Venezuela: 'Escudo Bolivariano'

Regime de Maduro inicia exercícios militares na Venezuela: 'Escudo Bolivariano'
Integrante da Milícia Bolivariana segura um fuzil em exercício militar em Caracas, na Venezuela, neste sábado (15) — Foto: Manaure Quintero/Reuters

Um dia antes, Nicolás Maduro acusou o presidente Jair Bolsonaro de 'as forças militares do Brasil para um conflito armado contra a Venezuela'.

O regime de Nicolás Maduro na Venezuela iniciou neste sábado (15) uma série de exercícios militares que receberam o nome de "Escudo Bolivariano 2020". Segundo o governo chavista, mais de 2,3 milhões de combatentes participam dos treinamentos em todo o país.

Em uma série de postagens nas redes sociais, Maduro afirmou que os exercícios são uma mensagem contra "o abuso obsessivo e criminoso" do governo dos Estados Unidos.

"Estamos dando uma mensagem clara ao mundo de dignidade e coragem, diante do abuso obsessivo e criminoso do governo dos EUA contra o povo venezuelano", escreveu Maduro.

Neste sábado, o governo norte-americano repudiou a prisão em Caracas de um tio do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó acusado de transportar explosivos em um voo de Portugal para a Venezuela — mesmo autoridades portuguesas negaram que isso tenha ocorrido.

Imagens da televisão estatal mostraram lançadores de morteiros e soldados em ação com blindados e outros veículos militares em Caracas.

O ministro da Defesa do governo chavista, Vladimir Padrino, supervisionou o início dos exercícios. "Em tempos de conflito, temos que assegurar não somente a defesa, mas também a alimentação, a produção, a vida dos cidadãos, das crianças, dos serviços públicos... É uma combinação de ações", disse.

Maduro acusa Bolsonaro

Os exercícios militares ocorrem um dia depois de Maduro dizer que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, "está arrastando as forças militares do Brasil para um conflito armado contra a Venezuela ao amparar um grupo de terroristas que atacou um quartel militar venezuelano". O Planalto não comentou a acusação.

Maduro se referia ao assalto de militares desertores contra um destacamento da Força Armada venezuelana no estado Bolívar, na fronteira com o Brasil, em 22 de dezembro. Na ocasião, um agente morreu e fuzis e lançadores de foguetes foram roubados. Seis militares foram presos e cinco pediram refúgio no Brasil.

Guaidó pede 'mobilização'

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, fez um balanço sobre a viagem internacional feita em comitiva pela Europa e pelos Estados Unidos — onde, inclusive, participou do discurso sobre o Estado da União proferido por Donald Trump.

Em mensagem publicada nas redes sociais, Guaidó pediu a aliados que continuassem a exercer pressão contra o regime de Maduro. "Venezuelanos, temos a estratégia, o compromisso do mundo e as ferramentas para ir adiante. Aumentaremos a pressão até onde seja necessário", afirmou.

"Devemos atuar em conjunto. Peço confiança, vamos assumir nosso rol de mobilização", completou Guaidó.

G1