Técnica de laboratório que morreu por coronavírus participou de campanha pedindo que todos ficassem em casa

Técnica de laboratório que morreu por coronavírus participou de campanha pedindo que todos ficassem em casa

A técnica de laboratório Adelita Ribeiro da Silva, que morreu por coronavírus em Goiânia participou de uma campanha pedindo para que a população ficasse em casa durante a pandemia de Covid-19.

O governador Ronaldo Caiado publicou neste domingo (5) em sua rede social uma homenagem à servidora da saúde, ressaltando o engajamento na ação de conscientização. Ela é a terceira paciente que morre devido à Covid-19.

Adelita aparece em uma foto ao lado de colegas de trabalho segurando folhas de papel com a frase: “Estamos aqui por você, fique em casa por nós”.

Adelita foi internada na UTI de um hospital particular no dia 30 de março e morreu na manhã de sábado (4). Ela trabalhava no Cais Novo Mundo e no Hemolabor. A técnica de laboratório foi enterrada em Goianápolis no mesmo dia. A família não pôde fazer velório e teve que acompanhar o sepultamento a 20 metros de distância. O caixão estava lacrado e não possuía vidro.

Caiado escreveu em sua rede social que Adelita tinha 38 anos, não apresentava nenhuma doença anterior e reforçou que o vírus mata independentemente da idade. Ele reforçou o pedido de que toda população fique em casa para diminuir o contágio.

“Uma heroína que perdeu a vida para salvar vidas. A luta de Adelita Ribeiro, técnica de enfermagem e laboratório, morta aos 38 anos, vítima do coronavírus, jamais será esquecida pelo Estado”, escreveu o governador.

A secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué, também divulgou uma carta lamentando a morte da servidora pela Covid-19. “Demonstrando amor à profissão e ao próximo, ela serviu à sociedade ao exercer seu trabalho com dignidade e coragem. … A ela, nos curvamos em profundo agradecimento e rogamos ao Pai que a acolha em seus braços de misericórdia e amor”, disse.

Uma colega de trabalho usou a rede social para definir Adelita: “maravilhosa, incrível, alegre e batalhadora”. Ela conta que chegou a encontrar a técnica de laboratório na UTI do hospital onde ela estava internada, que a paciente estava fraca, mas ainda mantinha o bom humor.

O Hemolabor, um dos locais onde Adelita trabalhava, também publicou mensagem lamentando a morte da funcionária. “Toda instituição está consternada e apoiando a família neste momento difícil”, afirma a nota.

G1