Análise: Santos joga como em 2019 e aparenta melhora em momento mais crítico deste começo de ano

Com reta final do Paulista e Libertadores, vitória sobre o Mirassol afasta pressão sobre Jesualdo

Análise: Santos joga como em 2019 e aparenta melhora em momento mais crítico deste começo de ano
Santos dominou o Mirassol na Vila Belmiro — Foto: Guilherme Dionízio / Estadão Conteúdo

Foi uma noite para matar saudades na Vila Belmiro, ainda que por cerca de 30 minutos.

Contra o Mirassol, no sábado, Diego Pituca abriu o placar aos três minutos, Yuri Alberto ampliou aos 18, Eduardo Sasha fez o terceiro aos 22. Acabou 3 a 1.

Um time rápido, intenso, que pressionou o rival no campo de ataque, com finalizações afiadas. Parecia a equipe do ano passado, aquela sob o comando de Jorge Sampaoli – o técnico atual Jesualdo Ferreira, terá que conviver com as comparações por muito tempo ainda.

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A primeira meia-hora de jogo foi de domínio total do Santos, que deixou tonto o Mirassol, equipe de boa campanha no Campeonato Paulista.

Pituca abriu o placar cedo, quando o ataque santista recuperou uma bola perto da área rival. O volante arrumou para a perna esquerda e finalizou sem chance para o goleiro Kewin, o primeiro gol dele na temporada.

Yuri Alberto teve chance de fazer o segundo em seguida, mas errou o cabeceio. O gol veio pouco depois, numa sobra que o centroavante não perdoou.

Sasha marcou o terceiro de fora da área, finalização precisa, chute rasteiro no canto direito do goleiro.

A vantagem tranquila e até o cansaço justificam o freio santista a partir dos 30 minutos do primeiro tempo – tem jogo de Libertadores, terça, contra o Delfín, em casa, e uma vitória, que seria a segunda em dois jogos, deixa o Santos em posição confortável no grupo.

O Mirassol se aproveitou, diminuiu o prejuízo com gol de Rafael Silva – falha de Everson, inseguro na partida –, mas não foi além disso. Na saída para o intervalo, Pituca e Soteldo se desentenderam.

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A segunda etapa teve ritmo semelhante ao final do primeiro tempo. O Santos continuou dominante, mas já não se expunha tanto tentando tomar a bola no ataque. Pouco foi incomodado.

A vitória deixa o time muito perto de uma vaga no mata-mata do Paulista. O Santos lidera o Grupo A com 15 pontos, oito a mais do que a Ponte Preta, na terceira posição – o clube de Campinas ainda fará mais quatro jogos.

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Mais do que isso: Jesualdo Ferreira vive uma semana de calmaria, algo que não tinha há algum tempo na Vila Belmiro, com dirigentes incendiários pedindo sua cabeça com menos de 10 jogos.

O Santos demonstra crescimento no momento mais crítico desse começo de temporada, quando a reta final do Paulista tromba com o início da Libertadores.

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Depois de enfrentar o Delfín, do Equador, na Vila – jogo sem torcida, punição ainda pendente da violência de torcedores na Libertadores de 2018 –, o Santos encara o São Paulo, no Morumbi, pelo Paulista, no sábado, o Olímpia, do Paraguai, em casa, dia 17, na terceira rodada da Libertadores.

 

Por Leonardo Lourenço — São Paulo

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